Exposição artística coreana é inaugurada no MUBE com performance especial do bloco Rapercussion

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“Plenitude Vazia” chega ao Brasil no mês do Carnaval e oferece opção cultural aos “foliões” mais tranquilos e amantes da arte contemporânea

A abertura oficial da exposição Plenitude Vazia: Materialidade e Espiritualidade na Arte Contemporânea Coreana aconteceu no MUBE (Museu Brasileiro de Escultura), localizado em São Paulo, no último dia 11, e está prevista para ficar no país até o dia 24/02. A cerimônia de abertura da mostra artística contou com um pocket show do bloco de batucada Rapercussion e uma apresentação especial do projeto paralelo dos irmãos e fundadores do grupo, Zion e Recto Luz, o PBro-Duo. A organização da exposição é assinada pelo Consulado Geral da República da Coreia e pelo Centro Cultural Coreano no Brasil.

A mostra artística apresenta duas obras de arte contemporâneas baseadas no ideal coreano tradicional do erudito clássico e dos jarros de lua, que ilustram a história e os valores da cerâmica coreana. Além disso, também demonstra que o conceito budista de ‘não possessão’, o conceito confucionista de pobreza honrada – a raiz da cultura e tradições coreanas – e o conceito cristão de riqueza justa no coração, são os mesmos.

A frente: obra "Dalhanari", jarro de lua de Wen Ping; Ao Fundo: obra "Slow, Same, Slow #420", de Mooon Beom. Foto: Cinthya Tognini
A frente: obra “Dalhanari”, jarro de lua de Wen Ping; Ao Fundo: obra “Slow, Same, Slow #420”, de Mooon Beom. Foto: Cinthya Tognini
Obras "RT12", "RT133" E 'RT135", de Min ByunHun. Foto: Cinthya Tognini
Obras “RT12”, “RT133″ E ‘RT135”, de Min ByunHun. Foto: Cinthya Tognini

São obras de 16 artistas sul-coreanos, notórios na arte contemporânea: Choi MyoungYoung, Chung ChangSup, Chung SangHwa, Ha ChongHyun, Jang SeungTaik, Kim TaekSang, Kim YikYung, Kwon DaeSup, Kwon YoungWoo, Lee GeeJo, Lee KangHyo, Min ByungHun, Moon Beom, Park KiWon, Wen Ping e Yun HyuongKeun. As obras de arte coreanas contidas – representação fundamental da cultura coreana hoje em dia – e os jarros de lua – que usam o vazio físico para expressar a abundância espiritual – buscam justapor o valor que os eruditos clássicos da Era Joseon empregaram na busca de maturidade interior através do vazio, com a beleza estética dos jarros de lua: vazios, mas mantendo suas formas. Além disso, a exposição compara o minimalismo, que está se tornando uma tendência principal na obra de arte ocidental, e o reducionismo encontrado na arte contemporânea coreana, salientando ao fato de que a sensibilidade emocional da Coreia é fundamentalmente a mesma que o minimalismo ocidental e que as duas compartilham os mesmos valores de espírito.

Os irmãos Luz Recto (esq.) e Zion (dir.), o PBro-Duo. Foto: Cinthya Tognini
Os irmãos Luz: Recto (esq.) e Zion (dir.), o PBro-Duo. Foto: Cinthya Tognini

Em meio às 52 peças artísticas, os irmãos Luz apresentaram sua própria versão do encontro entre a Coreia do Sul e do ocidente, com o projeto de percussão PBro-Duo, fazendo uso de instrumentos inusitados, como baldes e potes de plástico, canos, e o que pareceu ser uma pequena bateria de brinquedo. Nascidos e criados na Coreia, os músicos tiveram o primeiro contato com a música brasileira ao morar brevemente no país, antes de voltar à sua terra natal e formar o grupo Rapercussion.

O bloco de batucada – que veio ao Brasil com apenas sete de seus 60 integrantes – tomou conta do pequeno teatro do MUBE, com um pocket show de encerramento da exposição. O breve repertório contou com clássicos da MPB, como Não Deixe o Samba Morrer, sucesso na década de 1970 na voz da sambista Alcione, e Simples Desejo, de Luciana Mello. Para a surpresa dos presentes, o Rapercussion também apresentou um cover da música Geehit do grupo fenômeno do K-Pop, Girls’ Generation – em uma animada versão samba-rock.

(da esq. para dir.) os integrantes do bloco Rapercussion Zion Luz, Lee BoRam, Linda HyeRim e Recto Luz; (no centro) Érica Imenes, Redatora e Colunista do SarangInGayo, em entrevista exclusiva do grupo ao site. Foto: Cinthya Tognini
(da esq. para dir.) os integrantes do bloco Rapercussion Zion Luz, Lee BoRam, Linda HyeRim e Recto Luz; (no centro) Érica Imenes, Redatora e Colunista do SarangInGayo, em entrevista exclusiva do grupo ao site. Foto: Cinthya Tognini

A equipe do SIG falou – com exclusividade – com os integrantes Zion e Recto Luz, Lee BoRam e a vocalista Linda HyeRim, em um papo descontraído sobre a paixão do grupo pela música brasileira, sua vinda ao Brasil, as experiências no país e trabalhos futuros. A matéria vai ao ar ainda essa semana, no SarangInGayo.com.br.

 

Exposição “Plenitude Vazia: Materialidade e Espiritualidade na Arte Contemporânea Coreana”
Data: de 11 a 24 de fevereiro de 2015
Endereço: MUBE (Museu Brasileiro da Escultura) Av. Europa, 218 – São Paulo (SP)
Organização: Consulado Geral da República da Coréia e Centro Cultural Coreano no Brasil
Informações: www.mube.art.br

 

Por favor, não retirar do SarangInGayo sem os devidos créditos.

Post Author: Erica Imenes

Érica Imenes ('89 line), São Paulo. Formada em Produção Audiovisual e formanda em Jornalismo trabalha com eventos, comunicação e artes ha 10 anos. É a metade criativa da coluna de Moda e Comportamento do SarangInGayo, Girls On Fiction, faz freelas de Make-Up Artist desde 2011 e também co-produz o novo canal de comunicação do site, o SIG TV. Considera impossível amor sem café e chocolate, e é fã assumida de 2NE1, BEAST e BTS. Junto a família SarangInGayo, Érica pretende trabalhar duro em prol da disseminação da cultura sul-coreana no Brasil e espalhar o espírito "fighting" da Onda Hallyu no país.