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[EXCLUSIVO] CROSS GENE sem tabus: ‘acreditamos em amor de várias formas’ 1

O sexteto masculino dispensou o título de “idol”, e falou com franqueza sobre carreira, trajetória do grupo e trabalhos externos, como o polêmico papel de Takuya no webdrama ‘The Lover’

 

O CROSS GENE veio ao Brasil  no ano passado, como atração principal do Anime Friends 2015. O evento – que reuniu 4 mil pessoas, só na frente do palco, na noite do show do grupo sino-nipo-coreano – marcou a primeira vez de um artista de K-Pop como um dos headliners do maior evento de cultura Pop da América Latina, e a primeira vez do CROSS GENE em território brasileiro. O sucesso do sexteto como destaque do “K-Pop Day” (que contou com programação especial para a Onda Hallyu, em três, dos seis dias de festival) abriu um precedente para uma maior integração da cultura coreana no Anime Friends – que, até 2015, focava somente em atrações japonesas – e fortificou a parceria da Yamato (organizadora do AF), com outras produtoras locais, especializadas em música coreana – como a Far Music Entertainment – aumentando a chance da participação de mais artistas sul-coreanos no line-up de futuros eventos.

Atuando nos maiores mercados de entretenimento asiáticos – Coreia do Sul, Japão e China – o CROSS GENE aposta na representatividade dessas três nacionalidades, para “unir os genes superiores dos principais países da Ásia para criar um grupo perfeito” – daí a origem do nome do grupo, segundo sua agência, Amuse Korea. Atualmente o grupo consiste em quatro integrantes coreanos, um integrante japonês e um integrante chinês. O grupo possui um ex-integrante, chamado J.G, que deixou o grupo para começar sua carreira solo.

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(esq. para dir.) YongSeok, Takuya, Shin, SeYoung e Casper. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

Com sua estreia feita oficialmente ha quase quatro anos, o grupo não pode ser mais considerado como “novatos” (e nem se portam como tal). Takuya (líder durante as promoções japonesas, visual, dança e vocal), YongSeok (vocal principal, dança e maknae), Casper (líder durante as promoções chinesas, rapper e  dança), SangMin (rapper e dança), Shin  (líder durante as promoções coreanas, vocal e visual) e SeYoung (vocal principal) deram uma aula de carisma, com uma performance que atraiu os olhares de quem nunca tinha ouvido falar do trabalho do grupo, dentro do universo K-Pop. Preocupados com o primeiro encontro com o público brasileiro, o CROSS GENE chegou ao país com a lição de casa feita e tentou absorver o máximo o possível da nossa cultura, na tentativa de proporcionar a melhor interação ídolo-fã que se pode presenciar. E deu certo.

Olá! São Paulo! Amo Vocês!
– o “jeito brasileiro” do líder coreano, Shin, para deixar o ambiente mais confortável, antes do bate-papo

Ignorando o cansaço causado pela viagem, o fuso-horário e a agenda cheia de compromissos, o grupo tirou um tempo para falar com o SarangInGayo, com exclusividade. A entrevista – que tomou lugar no backstage do palco principal do Anime Friends – mostrou o espírito renovado do sexteto, após um pocket show de sucesso, e a honesta ambição de cada integrante em evoluir como artista. Em meio aos berros dos japoneses do Screw – cujo show fechou a noite de abertura do festival, logo após a performance do CROSS GENE – os seis ídolos não escondiam a surpresa com a recepção dos fãs e o laço recém adquirido com o Brasil “Foi a primeira vez que viemos (ao Brasil) mas nunca imaginei que tanta gente fosse nos apoiar e torcer por nós. Me deu vontade de me esforçar mais, para mostrar mais momentos bons aos os fãs e virmos para cá mais vezes”, comentou Shin, logo após a introdução oficial do grupo. Entre sorrisos e brincadeiras, a mensagem que abria o momento com o CROSS GENE era honesta: “Obrigado. Amamos vocês”.

Focados em levar o nome do CROSS GENE aos quatro cantos do planeta, Takuya comentou como acha que La-Di Da-Di é a canção que melhor os define, dentro de sua própria discografia. “Essa foi nossa música de estreia e é a canção que quero apresentar para qualquer pessoa que ainda não nos conheça. Como nós somos um grupo com talentos da Coreia, da China e do Japão, essa música e esse clipe mostram o significado do nosso nome”. Com a mistura de origens, levantamos a questão das influências que contribuem pra identidade musical do CROSS GENE, e a resposta é categórica “Ao invés do grupo inteiro, acho que cada um segue um artista que quer se tornar. Juntando tudo isso, criamos uma sinergia propriamente nossa e assim criamos uma nova cor. Essa é a nossa identidade”, comenta Shin. A preocupação em transformar as fortes características e o estilo de cada integrante, em um produto final que “transmita essa cultura asiática ao mundo todo” é claramente o objetivo principal do CROSS GENE como uma unidade, um time.

CROSS GENE aguardando o início do Fansign. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

CROSS GENE aguardando o início do Fansign, no Anime Friends 2015. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

Entre esses gostos pessoais é possível ver a influência direta do Pop e do R&B, na formação musical do grupo. O CROSS GENE já declarou, em entrevistas anteriores, que gostaria de trabalhar com nomes como B.A.P e Jay Park. Saindo da Coreia do Sul,  SeYoung comentou sua vontade de um dueto com Jessie J., enquanto Casper e SangMin pendem para as vertentes do Hip-Hop, citando nomes como Chris Brown, Kanye West e Pharell Williams em suas “listas de desejo para futuros trabalhos”. Takuya se mostrou o mais eclético, afirmando que trabalhar com outros artistas é “sempre uma honra”, independente do nome.

Aproveitando a maior desenvoltura do líder coreano, falamos especificamente com Shin sobre sua experiência no show business, antes mesmo de estrear no CROSS GENE. Ele conta que a transição dos trabalhos como modelo e ator, para se dedicar a música, foi fácil. “Entre os três, o que eu mais gosto é ser cantor, porque era o meu sonho desde criança e foi para isso que treinei, ao entrar na agência. Gosto de modelar e atuar, também, mas depois que eu debutei ao lado deles (CROSS GENE), que são como meus irmãos, eu penso em como os trabalhos sem o grupo são bem solitários”. Comunicativo, Shin afirma que o trabalho com os companheiros de grupo o deixou “com o coração mais caloroso” e garante que é seu momento mais feliz.

CROSS GENE, durante a passagem de som do Anime Friends 2015. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

CROSS GENE, durante a passagem de som do Anime Friends 2015. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

Já que o assunto são os trabalhos externos dos integrantes, não poderíamos deixar de fora a atuação de Takuya no webdrama The Lover, cujo personagem fazia parte de um casal homoafetivo. Considerado como um tabu social – especialmente na Ásia – Takuya assume que divertiu com as gravações desse drama, e agradeceu pela experiência de poder lidar com um tema polêmico na Coreia do Sul, de forma natural. “O papel que eu interpretei foi o de um homem que gosta de outro homem, mas isso não mudou o fato de ter que demonstrar um amor belo. Eu creio que o público em geral se sentiu de formas diferentes ao assistir o webdrama. Mas creio, também, que a maioria foi de sentimentos bons. Muitas pessoas gostaram do casal formado por dois homens”, ele afirma. Apesar das constantes brincadeiras entre si durante o dia, todos os integrantes concordavam em uníssono com seu líder japonês, enquanto concluía:

 Eu acredito que o amor tem várias formas.

É de se esperar que a maturidade da “linha de liderança” do grupo inspirasse os demais integrantes, para trilhar o caminho da atuação, como forma alternativa de se aventurar (e se firmar) como artistas completos. SangMin declarou, timidamente, que gostaria de fazer um papel amoroso/meigo; Após o desafio de seu último papel, citado acima, Takuya comentou a vontade de atuar como um estudante; Casper divertiu-se ao declarar que gostaria de interpretar um policial; YongSeok falou sobre a vontade antiga de atuar com algo com ação ou comédia, se tiver oportunidade; SeYoung confessou que gostaria de um papel “mais frio, de um personagem mais dark” e, claro, podemos contar com Shin para pensar fora da caixa: “Eu quero fazer papel de jogador de futebol brasileiro, tipo Neymar”. Mais uma vez, o CROSS GENE deixa claro que, quando o assunto é sua própria arte, as possibilidades são infinitas.

Voltando a música, o sexteto retornou, recentemente, com a canção “Noona, You“, parte de seu novo mini-álbum GAME, lançado na última semana. O clipe exibe bem o lado mais descontraído e despojado do CROSS GENE, que reafirma a forte individualidade de cada um, como o ponto principal para se diferenciar de tantos outros grupos que debutam diariamente no cenário do K-Pop. Em uma auto-análise, os integrantes apontam algumas características individuais que são mais marcantes para contribuir com esse título de “grupo perfeito”, como a “liberdade” de Shin, “a voz sexy” SeYoung, “a juventude” de YongSeok e “o carisma no palco” de Casper. Takuya declarou ganhar nos pontos altura e estilo – “nisso eu não fico atrás” – e SangMin diz que, como “responsável pelo sorriso”, sua cara risonha é seu ponto mais forte.

SeYoung brinca com Takuya, durante a passagem de som do Anime Friends 2015. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

SeYoung brinca com Takuya, durante a passagem de som do Anime Friends 2015. Foto: Divulgação (Far Music Entertainment / Cinthya Tognini)

Mas um grupo que reúne personalidades tão distintas, não teria condições de se manter firme na busca pelo sucesso, em um nicho tão competitivo, se não fosse um forte senso de união em torno de uma mesma paixão e laços que vão além da sincronização de passos de dança ou harmonia vocal, em cima dos palcos. O CROSS GENE confessou sobre as dificuldades ao se conhecerem, por conta das barreiras linguísticas. Mas, ao contrário do que as pessoas podem pensar, a falta de comunicação verbal contribuiu (e muito) para a aproximação dos integrantes de nacionalidades diferentes “No início, nós usávamos linguagem corporal e foi através disso que a gente pode compreender um ao outro e firmar essa amizade entre nós”, afirma Takuya. Em um dos raros momentos de seriedade, Casper complementa o pensamento do colega de grupo, colocando que, quando surgem problemas, eles lidam com a compreensão mútua para “melhorar a si próprios” e crescer perante as dificuldades.

 

A força que vocês nos passam do Brasil e da América do Sul chega até nós e é como se cada um de vocês fossem fazer o nosso futuro. Peço para continuar torcendo por nós, Obrigado, Te amo.

– CROSS GENE

Aproveitando o gancho sobre sua imagem, o grupo retomou o “ar jovial”, quanto seu estilo entrou em pauta. A matéria – parte da exclusiva do SarangInGayo com o CROSS GENE – fecha o Especial de Férias, na coluna de moda e comportamento, Girls On Fiction, nesse fim de semana. Atualmente, o CROSS GENE promove a nova música de trabalho – Noona, You – nos programas musicais coreanos, além dos planos para shows no Japão, ainda em 2016. O grupo deixou explícita a vontade de retornar ao Brasil com um show solo, mas sem notícias de negociações de uma turnê na América Latina, até o fechamento dessa matéria.

 

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Tradução: Sol Paik e Hena Cho 
Adaptação e matéria: Érica Imenes
Por favor, não retirar do SarangInGayo sem os devidos créditos.

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