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Balsa de Sewol é recuperada do mar três anos após naufrágio 0

Destroços da balsa de Sewol emergindo. Foto: Reprodução (Younhap/AFP).

Destroços da balsa de Sewol começaram a ser recuperados três anos após o naufrágio da embarcação,
que deixou 304 mortos – em sua maioria, estudantes do ensino médio

No último dia 23, trabalhadores tiveram que cuidadosamente erguer a Balsa de Sewol, para depois colocá-la sobre um navio de transporte e levá-la ao porto de MokPo, de onde ainda será transportada à outra doca. A operação estava marcada para acontecer ano passado, porém, devido a condições climáticas desfavoráveis, foi adiada diversas vezes.

Para as famílias das vítimas ainda não encontradas, o resgate da estrutura intacta era um dever da equipe. Nos anos que se passaram desde a tragédia, os corpos de 295 passageiros foram retirados do mar, mas nove ainda estão desaparecidos, e acredita-se que possam estar dentro da embarcação.

Desde o desastre, que aconteceu em 16 de abril de 2014, parentes das vítimas têm vivido em casas improvisadas no porto mais próximo ao local do acidente. Outros, mantém uma vigília constante de cima de um morro, na ilha DeongGoChaDo, de onde podem observar a área. Rodeados de fitas amarelas, símbolo da maior tragédia marítima da Coreia do Sul, as famílias aguardam ansiosas por mais notícias de suas crianças.

“Gritei de alegria quando soubemos que o navio alcançou a superfície de madrugada. Pensei que finalmente conseguiríamos encontrar os nove desaparecidos.” Lee GeumHee, mãe de uma menina ainda não encontrada, disse à televisão local. “Mas quando eu vi a balsa emergindo, fiquei devastada. Este tempo todo, minha filha estava presa naquele lugar frio e sujo. Foi de cortar o coração.”

Trabalhador da equipe responsável por retirar a embarcação do fundo do mar. Foto: Reprodução (Reuthers).

A tragédia ocorreu durante o mandato da recentemente destituída Park GeunHye, e suas ações na época auxiliaram na queda de sua popularidade. A então presidente permaneceu em sua residência por sete horas, nos primeiros momentos do incidente, considerados cruciais. Nunca tendo explicado o que estava fazendo, a governante enfrentou graves represálias e foi centro de diversos rumores.

Investigações concluíram que o desastre foi provocado por uma série de erros humanos cumulativos, desde um espaço de carga sobrecarregado e ilegalmente reprojetado, a uma tripulação inexperiente, além de uma relação questionável entre os operadores do navio e as autoridades reguladoras.

Embora a embarcação tenha levado três horas para afundar, os passageiros nunca receberam ordens de evacuação, enquanto que a equipe saiu em segurança. O capitão, Lee JunSeok, recebeu uma sentença de prisão perpétua por homicídio e negligência intencional, e outros 14 integrantes da tripulação receberam penas de dois a 12 anos.

Fonte: The Guardian
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