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[ESPECIAL] Cultura&Arte: Programa ‘Memória do Mundo’ 0

A serie especial ‘Cultura&Arte’  foi desenvolvida em parceria com o Governo da República da Coreia e o Centro Cultural Coreano no Brasil. Revisão: Priscila Chung.

Pavilhão Gyeonghoeru (Tesouro no. 224). Foto: Natália Pak (SarangInGayo)

Pavilhão Gyeonghoeru (Tesouro no. 224). Foto: Natália Pak (SarangInGayo)

 

O vibrante legado cultural da Coreia, que inclui música, arte, literatura, dança, arquitetura, vestuário e culinária, oferece uma deliciosa combinação de tradição e modernidade, e é hoje apreciado em várias partes do mundo. 

 

Hunminjeongeum (Os Sons Apropriados para a Instrução do Povo)

oto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

Foto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

Hangeul é o nome do sistema de escrita e do alfabeto coreano, que consiste de letras inspiradas pelas estruturas formadas pelos órgãos vocais humanos durante a fala, tornando-o muito fácil de aprender e usar. O Hangeul foi promulgado em 1446, pelo Rei Sejong, que ajudou a concebê-lo e o nomeou Hunminjeongeum ou Os Sons Apropriados para a Instrução do Povo. Foi também nesse mesmo ano que ele ordenou a seus estudiosos que publicassem O Hunminjeongeum haeryebon (Edição com Explicações) para fornecer explicações detalhadas sobre a finalidade e os princípios fundamentais do novo sistema de escrita. Um desses manuscritos está atualmente na coleção do Museu de Arte de Kansong e foi incluído no Programa Memória do Mundo, da UNESCO, em 1997. A invenção do Hunminjeongeum abriu novos horizontes para todo o povo coreano, até mesmo para as mulheres e aqueles da mais baixa classe social, permitindo-lhes aprender a ler e escrever, e a se expressar plenamente. O alfabeto Hunminjeongeum originalmente consistia de 28 letras, mas apenas 24 são usadas atualmente. Em 1989, a UNESCO se juntou ao governo coreano para criar o Prêmio de Alfabetização Rei Sejong, que premia organizações ou indivíduos que exibem grande mérito e alcançam resultados particularmente efi cazes para a contribuição da promoção da alfabetização.

Joseon Wangjo Sillok: Anais da Dinastia Joseon

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Dinastia Joseon deixou para trás uma vasta coleção de registros anuais dos governantes de Joseon e seus oficiais, abrangendo os 472 anos de 1392 a 1863. Os registros, Joseon wangjo sillok (Anais da Dinastia Joseon), abrangem 2.077 volumes e estão armazenados no Kyujanggak Institute for Korean Studies (Instituto Kyujanggak para EstudosCoreanos), na Universidade Nacional de Seul. Os anais de cada governante de Joseon eram geralmente compilados após sua morte, durante a fase inicial do governo do seu sucessor, baseados em registros diários chamados de “minutas históricas” (sacho), feitos por historiadores. Os anais são considerados recursos históricos extremamente valiosos, pois contêm informações detalhadas sobre a política, economia, cultura e outros aspectos da sociedade de Joseon. Uma vez que os anais eram compilados e colocados nos “repositórios históricos” (sago), eles não eram abertos para ninguém. Exceções foram feitas, no entanto, em circunstâncias especiais onde era necessário consultar exemplos anteriores no que se refere à conduta formal de importantes cerimônias públicas, tais como os ritos memoriais para ancestrais reais ou a recepção de emissários estrangeiros.
Originalmente havia quatro repositórios históricos, um em Chunchugwan (Escritório dos Registros de Estado) na Corte Real e mais três nos principais centros administrativos regionais no Sul, ou seja, Chungju, Jeonju e Seongju. No entanto, eles foram destruídos em 1592, quando o Japão invadiu a Coreia, e a Dinastia Joseon foi obrigada a construir novos repositórios em algumas das montanhas mais remotas do país, Myohyangsan, Taebaeksan, Odaesan e Manisan.

 

Seungjeongwon Ilgi: Diários da Secretaria Real

Foto: Reprodução (Arirang)

Foto: Reprodução (Arirang)

Essa coleção de documentos contém os registros da vida pública dos governantes de Joseon e suas interações com a burocracia; eram produzidos de forma diária pela Seungjeongwon ou Secretaria Real, a partir do terceiro mês de 1623, até o oitavo mês de 1910. Os registros estão coletados em 3.243 volumes e incluem os detalhes dos éditos reais, relatórios e apelações dos ministérios e outros órgãos do governo. Os diários estão atualmente guardados no Instituto Kyujanggak para Estudos Coreanos, na Universidade Nacional de Seul.

Ilseongnok: Registros Diários da Corte Real e de Oficiais Importantes

Foto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

Foto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

Vasta coleção de registros diários feitos pelos reis do fi nal da Dinastia Joseon. Embora seja um diário escrito na perspectiva do Rei, o Ilseongnok é considerado um registro oficial do governo. Registros de 1760 a 1910 estão compilados em um total de 2.329 volumes. Os registros fornecem informações vívidas e detalhadas sobre a situação política dentro e em torno da Coreia, e os intercâmbios culturais em curso entre o ocidente e o oriente do século XVIII ao século XX.

 

Uigwe: Protocolos Reais da Dinastia Joseon

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Essa coleção de livros maravilhosamente ilustrados contém manuais oficiais, com registros dos detalhes das Cerimônias da Corte ou eventos de importância nacional, para efeitos de referência futura. Comparados ao Joseon wangjo sillok, esses livros são escritos de forma mais realista, com muitas informações e imagens de eventos como o Progresso Real. Os temas mais frequentemente tratados nesses livros são as formalidades e rituais ancestrais: as investiduras de rainhas e Estado, a construção de tumbas Reais;mas foram compiladas em outras ocasiões também, tais como a cultivação pelo próprio Rei, para servir como o exemplo, e a construção ou a reforma de edifícios do Palácio. Um deles é o Uigwe, detalhando príncipes coroados, seus casamentos, seus funerais e os do a construção da fortaleza de Hwaseong e a visita formal do Rei Jeongjo à nova cidade murada no final do século XVIII. Essas publicações também foram armazenadas em repositórios históricos, infelizmente, resultando na destruição das primeiras obras de Joseon pelo fogo durante a invasão japonesa da Coreia, em 1592. Os 3.895 volumes restantes do Uigwe foram publicados após a guerra. Alguns deles foram roubados pelo exército francês em 1866 e mantidos na Bibliotheque Nationale de France até 2011, quando eles retornaram à Coreia após um acordo entre os governos da Coreia e da França.

 

Blocos de Madeira Gravados da Tripitaka Koreana e Escrituras Budistas Diversas

Foto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

Foto: Divulgação (Centro Cultural Coreano no Brasil)

A coleção de blocos de madeira da Tripitaka armazenada no Templo Haeinsa (construído em 802) em Hapcheon-gun, Gyeongsangnamdo, foi produzida durante a Dinastia Goryeo (918-1392), em um projeto nacional que começou em 1236 e levou quinze anos para ser finalizado. A coleção é geralmente conhecida pelo nome de Palman Daejanggyeong, literalmente “a Tripitaka de oitenta mil blocos de madeira”, pois ela contém 81.258 desses blocos. Os blocos de madeira da Tripitaka Koreana foram produzidos pelo povo de Goryeo, que buscava o poder mágico do Buda para repelir as tropas mongóis, que haviam invadido e devastado seu país no século XIII. A Tripitaka Koreana é muitas vezes comparada a outras edições da Tripitaka produzidas pelas Dinastias Song, Yuan e Ming, na China, e tem sido muito elogiada por seu conteúdo mais rico e mais completo. O processo de fabricação dos blocos de madeira desempenhou um papel importante no desenvolvimento de técnicas de impressão e publicação na Coreia.

Herança do Documentário de Direitos Humanos de 1980: Arquivos de 18 de maio Revolta Democrática em Gwangju

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A Revolta de 18 de maio de Gwangju foi uma rebelião popular que ocorreu na cidade de Gwangju de 18 a 27 de maio de 1980, durante a qual os cidadãos de Gwangju fizeram um forte apelo pela democracia na Coreia e se opuseram ativamente contra a presente ditadura militar. A luta pró-democracia em Gwangju terminou tragicamente, mas exerceu uma influência poderosa em movimentos democráticos semelhantes que se espalharam por toda a Ásia Oriental, na década de 1980. Essa inscrição da UNESCO consiste em documentos, vídeos, fotografias e outras formas de registros feitos sobre as atividades dos cidadãos de Gwangju durante o movimento e o subsequente processo de compensação para as vítimas, como coletado pela Fundação Memorial de 18 de maio, o Serviço de Arquivos e Registros Nacionais, a Biblioteca do Congresso Nacional e diversas organizações nos EUA.

 

O Especial “Cultura&Arte” traz matérias completas sobre os aspectos tradicionais da cultura coreana. Acompanhe todo o conteúdo pela tag #KCULTURE nas redes sociais!

Fonte: Ministério da Cultura da Coreia do Sul; Centro Cultural Coreano no Brasil

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